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Mística, reflexão e criatividade marcam encontro de avaliação do FCVSA

Karol Dias e Mayara Albuquerque - comunicadoras populares da ASA
Mundaú (CE)
11/12/2013

“Bem no meu rosto está escrito a alegria, o meu sorriso é cheio de felicidade, eu sou mais um no meio dessa multidão, que acredita em liberdade. Eu sou uma semente que nasceu pra crescer, pra crescer, pra crescer, me dê uma chance, pois, eu quero viver ê ê, pois eu quero viver”.

Esse trecho da música ‘Semente Boa’ do artista popular Edilson Barros fez parte da mística de abertura do encontro de avaliação do Fórum Cearense Pela Vida no Semiárido – FCVSA, que reuniu cerca de 50 pessoas de nove microrregiões do Estado, nos dias 05, 06 e 07 de Dezembro de 2013 em Mundaú – CE, para um momento de partilha e reflexão sobre avanços e desafios do ano na perspectiva de aprimoramento de ações futuras.
No primeiro momento, Maiti Fontana, engenheira ambiental do Instituto Ambiental Brasil Solidário – IABS participou apresentando o Prêmio Mandacaru II que “busca identificar e apoiar projetos e práticas inovadoras e replicáveis na convivência com o Semiárido”, disse. Explicou também que as inscrições para premiar tais iniciativas estão abertas até 14 de janeiro de 2014.
Na sequência, Soraya Tupynambá conduziu a avaliação propondo questões norteadoras para que o Fórum refletisse sobre o objetivo da atividade: Para que queremos avaliar? Que sentido faz? O que queremos avaliar? Que perguntas queremos respondidas? Que expectativas temos com esse processo? Que resultados e produtos esperamos? Para quem servirá este processo?

“Queremos avaliar para dar conta se a gente conseguiu avançar dentro do que a gente planejou”, afirmou Francisco Antonio (Centro de Defesa dos Direitos Humanos – Antonio Conselheiro – CDDH-AC). Para Marcos Jacinto (Elo Amigo), é um exercício de “olhar para nosso caminhar, para que a gente possa ajustar aquilo que não está sendo tão claro, que os resultados possam ser usados no nosso planejamento”.

Sobre as expectativas Paulo César (Cáritas de Itapipoca), fala da importância de “resgatar, transformar esse Semiárido em um lugar da consciência onde se constrói a dignidade junto com as pessoas”.

A partir dessas considerações, a sugestão foi construir coletivamente uma “feira de imagens” onde as/os participantes se reuniram por identidade em seis grupos: animadoras/es de comunidade, educadoras/es populares, agricultoras/es, gestoras/es, comunicadoras/es populares e artistas, para dialogar sobre seu papel e contribuição no Fórum, compondo sua auto-imagem e a imagem de outro grupo para em seguida partilhar com todas/os.

Entrando no clima propriamente da avaliação, Soraya propôs uma reflexão novamente em grupos a partir de questões gerais referentes à atuação do FCVSA em 2013, indagando sobre propósitos, avanços, motivações, dificuldades, fatores que contribuem e os que prejudicam ou inviabilizam as ações.

Na socialização das questões, entre outros aspectos, ficou claro que o alto investimento do poder público no agrohidronegócio é um fator que se contrapõe a atuação do Fórum, que os programas (Um Milhão de Cisternas e Uma Terra e Duas Águas) são fundamentais, mas, que as exigências no cumprimento de metas e as limitações nos contratos com patrocinadores por vezes desmotivam. De positivo, foram apontadas a atuação em rede das instituições, a mobilização e participação em outros espaços políticos e a comunicação dando visibilidade às ações do FCVSA, “é um privilégio pra ASA ter uma rede de comunicadores/as”, ressalta Alessandro Nunes (Cáritas Regional).

O segundo dia começou com um gostoso alongamento facilitado pela cantora e compositora Gigi. A mística ainda contou com um vídeo apresentado pela comunicadora popular Rosa Nascimento com os momentos do FCVSA em 2013. Após o vídeo foi proposto a produção de um boneco do Semiárido destacando a cabeça, o coração e os pés.

Depois da apresentação dos bonecos com suas cabeças pensantes, corações pulsantes e pés avantes, as microrregiões se dividiram para avaliar o Fórum através de pontos como Gestão, Tecnologias, Comunicação Interna e Externa, etc.

“Cada pessoa constrói a sua própria história”. Essa foi mensagem do texto de origem oriental que deu início à mística da tarde. Após o momento do reflexão, chegou a hora de compartilhar a avaliação das microrregiões - Itapipoca, Coordenação do Fórum, Vale do Jaguaribe, Cratéus, Centro Sul, Sobral, Fortaleza, Cariri, Ibiapaba e Sertão Central.


A tarde encerrou com mais um debate. Quais as potencialidades/desafios nas microrregiões podem fortalecer a atuação do FCVSA. De que maneira o FCVSA pode valorizar e projetar as potencialidades/desafios presentes nas microrregiões? 

E o encontro terminou com banhos de mar, luar na praia e grandes esperanças para o novo ano.