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Comunidade de Aprendizagem da África conhece experiências da ASA no Ceará

Alexandre Greco | Assessoria de Comunicação do Cetra
Itapipoca | CE
17/03/2014
Visita à experiência na comunidade Mergulhão dos Norbertos | Foto: Alexandre Greco / Arquivo Cetra
Aconteceu, entre 11 e 15 de março, em Fortaleza, o Encontro da Comunidade de Aprendizagem em Transferências Monetárias da África. Nesse evento, representantes de 20 nações africanas, junto a representantes da Unicef e Banco Mundial, além de integrantes de ministérios e secretarias puderam conhecer a experiência brasileira nas políticas de transferências de renda, sobretudo, o Bolsa Família.

Durante o encontro várias temáticas foram apresentadas ao grupo, como a estratégia de produção social no Brasil, os 10 anos de implementação do Bolsa Família, a importância da rede de assistência social no Brasil, através dos CRAS/CREAS, e o sistema de informação do programa Brasil Sem Miséria.

No segundo dia, três grupos se formaram para conhecer experiências de inclusão produtiva em zonas rurais. Um grupo foi a Itapipoca, conhecer a experiência de Seu João e sua vizinha, Valdina, na comunidade Mergulhão dos Norbertos. Ambos tiveram acesso aos programas Um Milhão de Cisternas (P1MC) e Uma Terra e Duas Águas (P1+2), da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA), e Quintais Produtivos, projetos implementados pelo CETRA.

A primeira visita foi à família de João Neto e Maria, com todos curiosos com o capricho de João e Maria no manejo de seu quintal, na estratégia de venda do excedente da produção e no aprendizado sobre a convivência com o Semiárido. Muitos participantes perguntaram a João sobre a mudança social e financeira de sua família através dos projetos de acesso à água e segurança alimentar e sempre associando aos programas Bolsa Família, Seguro Safra - despertou certo interesse de alguns visitantes. João pode expressar bem a mudança significativa para sua família, contou quanto e com que frequência comercializa seus produtos e como foi o processo de implementação das tecnologias junto ao CETRA e demais organizações que trabalham com a convivência com o Semiárido.

Na casa de Valdina o grupo foi recebido com uma mesa farta de produtos cultivados e produzidos em seu quintal; mamão, macaxeira cozida, tapioca, suco de maracujá, diversos tipos de bolo, galinha caipira cozida, entre outras coisas. Depois do lanche o grupo pode ouvir um pouco da historia de Valdina, que, assim como João, falou do processo de implementação do projeto Quintais Produtivos e traçou paralelos entre o antes e o depois da vinda das tecnologias sociais. Alguns funcionários do CETRA estiveram presentes no debate e pode explicar um pouco mais sobre os várias tecnologias sociais e sua importância na estratégia de convivência com o Semiárido.

O grupo fez diversas perguntas sobre os produtos cultivados em seu quintal, em como projetos como Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) atuavam em sua região e se os impactos eram positivos. Valdina respondeu a todas as perguntas e pode ouvir relatos de como funcionava a estrutura familiar e a vida no campo em diversos países como Burkina Faso, Níger, Camarões, Togo, Madagascar, Benin e Zâmbia. Ao final da visita, Valdina agradeceu a visita e posou pra várias fotos junto com o grupo.

Após a visita ao Mergulhão dos Norbertos, o grupo seguiu até o CRAS – Centro de Referência de Assistência Social, em Arapari, Itapipoca e pôde conhecer a equipe que atua do equipamento e como é a metodologia de trabalho, o caráter de atendimento continuado com as famílias, a prevenção à ruptura de seus vínculos, a promoção ao acesso e usufruto dos direitos e contribuição na melhoria de vida das famílias. Entre os participantes, vários eram assistentes sociais e puderam traçar paralelos com a realidade de seus países.

Na Secretaria de Trabalho e Desenvolvimento Social, puderam conhecer os procedimentos do cadastro único do Bolsa Família e conheceram  famílias e também funcionários responsáveis pelo andamento do projeto.

Fonte: ASA Com